"O actor vê fulminantemente como é puro. Ninguém ama o teatro essencial como o actor. Como a essência do amor do actor. O teatro geral. O actor em estado geral de graça."

27.5.09

Comprei este disco



CRUZ VERMELHA SOBRE FUNDO BRANCO
2009

20.5.09

K7


Quem diria: este ano verificou-se um aumento nas vendas das velhinhas K7's, como podem ver nesta notícia do Público. Bem me lembro das compilações que fazia para as miúdas, das tardes passadas com os meus primos a gravar de CD ou vinil para K7 (para podermos ouvir no walkman, ou no carro). As minhas preferidas eram as Sony UX-S Chrome Super Class, mas estas nem sempre comprava porque eram as mais caras, e assim ficava-me pelas Sony UX Chrome Class que também eram boas e ligeiramente mais baratas. Umas das melhores marcas era também a TDK. Normalmente comprava as TDK SF, TDK SA (as melhores e as mais caras, eram High Position, claro), e também as TDK D Normal Position que eram as mais baratas (dentro do universo das K7's de marca), e as que mais se viam por aí, principalmente para quem não era muito exigente no que toca à qualidade de som, no entanto, estas eram perfeitas para fazer gravações de K7 para K7 ou para serem usadas naquela do grava/desgrava. Também havia as Phillips e as clássicas BASF, que tinham também alguma qualidade.



Que saudades do Lado A e do Lado B, fazer contas para ver se o álbum cabia todo, ou se sobrava espaço e nesse caso calcular o que se poderia gravar lá. Enfim, eram tempos em que se dava mais valor à música que se tinha em casa. Mas os tempos mudam, e a verdade é que é mais prático andar com o Ipod ou com um leitor de MP3 no metro do que com um tijolo no bolso do casaco (a qualidade de som perdeu-se, mas isso já ninguém quer saber). Contudo, e como podem ler no Público, este ano deu-se um renascer das vendas da K7 - e já os Pearl Jam, recentemente, lançaram na caixa que comemora a edição de Ten - o ábum de estreia - uma réplica da demo que a banda enviou a Eddie Vedder para este adicionar as vozes.


Já agora, tenho cerca de 300 religiosamente guardadas (e numeradas), mas não digam a ninguém, está bem?

18.5.09

Prendam que é ladrão!


Recebi a factura da EDP: mais uma vez fui roubado e de forma legal, o que é um autêntico pesadelo. Agora foram 80 €, há dois meses paguei 150€. Há que ver isto desta forma: agora paguei metade, estou a melhorar. Pensei em mudar de fornecedor, mas depois lembrei-me que esta empresa não tem concorrência. Isto significa automaticamente que só temos duas opções: ou somos clientes da EDP, ou não temos electricidade (um bem essencial, relembro). É claro que o que isto quer dizer é que não temos opção nenhuma, logo, ou somos clientes ou continuamos a ser e pronto. Só porque sim. E ao preço que bem entenderem. Tenho a ligeira impressão de que se desligo o quadro durante dois meses, ainda assim pago uns 50 euritos que é coisa pouca. Aí está a força da democracia em todo o seu esplendor. O 25 de Abril deu nisto - pelo menos antes, o dinheiro ía para os cofres do Estado, agora vai para os bolsos de administradores de empresas privadas. Tudo oferecido por nós. Estamos muito melhor. Esta é a Democracia do Sócrates, mas a do Português, não a do Grego.

Curiosamente, meros segundos depois de abrir a minha factura (electrónica - aderi para poupar o ambiente, mas só estou a poupar dinheirinho à EDP. É para os charutos) li esta notícia, no sítio do Público. Enjoy.




17.5.09

Era para ter sido música portuguesa

Vamos desde já esclarecer uma coisa: isto não é música portuguesa. Para além de não ser cantada em português, todo o estilo é americano. Lá porque a senhora nasceu em Portugal (calculo que sim), e grava em Portugal (calculo que sim), não quer dizer que seja música portuguesa. Mas o que realmente irrita, é que isto não passa de uma imitação reles do David Fonseca, que só por si, já é uma imitação reles só que mais bem conseguida (até gosto de algumas coisas).

Choose love, é - quer-me parecer - o primeiro single do álbum de Rita Redshoes, e é incrivelmente vazio. A música não quer dizer nada, é mal cantada (que interpretações tão forçadas) até dizer chega e ainda por cima a senhora em questão usa sapatinhos vermelhos de salto alto todos os dias. É obra! Isto trata-se de música popzinha muita fraquinha, disfarçada de uma espécie de música alternativa/indie, que é para ver se apanha um bocadinho de todos os públicos: quer agradar aos apreciadores de Arcade Fire, mas também à malta dos Morangos com Açucar. Enfim, é o que temos.

Nota: descobri no Ipsílon, o porquê dos Gift não escreverem letras em português, mas fica para um próximo post.

16.5.09

É esta a educação que querem dar aos vossos filhos?

O mau gosto chegou a este ponto: música pimba-saloia-foleira para crianças. E mais não digo.

Desemprego em Portugal

O sítio da internet do Público de hoje, noticia que "a subida abrupta do desemprego está confirmada". Ora que grande surpresa! É natural que o desemprego aumente, quando há pessoas que preferem ficar em casa do que ir trabalhar. Em parte, isto até se compreende, já que os ordenados são ridiculamente baixos, e pelo menos ficando em casa, já não há a despesa do passe ou do almoço, já para não falar do cansaço que provoca ter uma profissão da qual não se gosta, agravado ainda pelo facto de se ser muito mal pago.

Agora digam-me: como é que em Lisboa podem existir desempregados com menos de 35 anos? Será que estas pessoas não vêem os mesmos anúncios que eu vejo? Se quiserem indico alguns locais onde todos os dias vejo aquelas fantásticas placas, ou cartolinas, ou papéis amachucados que dizem: precisa-se de funcionário. A ver: Centro Comercial Colombo, Atrium Saldanha, Picoas Plaza, Monumental. Querem que continue? Está bem: cafés Sical em quase todas as estações do Metro, comércios na zona de Entrecampos/Campo Pequeno e na Av. de Roma. Escusado será referir as 1001 empresas de outsourcing que estão constantemente a contratar pessoas.

Estamos a brincar? Devia ser proibido haver desempregados em Lisboa. Talvez não queiram é certos trabalhos, e andam assim a roubar dinheiro aos contribuintes para poderem sair aos fins de semana e torrar o dinheirinho todo, tudo com o aval do estado, claro. Acrescento ainda que se estes falsos desempregados desaparecessem, talvez fosse possível dar subsídios mais justos aos verdadeiros desempregados. Já pensaram nisso? É esta a dita Democracia.

A casa mais castiça

Esta é casa mais castiça da blogosfera. Porquê mais um blog? Porque este é bom. Sentem-se, e bebam um copo.